Eleições 2026: veja os planos de economia de Lula e Flávio Bolsonaro
Eleições 2026: os planos econômicos opostos de Lula e Flávio Bolsonaro
As propostas econômicas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2026 revelam dois projetos de país radicalmente diferentes. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na continuidade da expansão do gasto público, na valorização do salário mínimo e no fortalecimento da indústria nacional via crédito subsidiado. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) defende um choque de redução de impostos, corte de despesas obrigatórias e uma agenda de desregulamentação para destravar o investimento privado.
A seguir, o portal detalha os principais pontos de cada plano — e o que eles significam, na prática, para quem empreende no Brasil.
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Criar conta grátis →O caminho de Lula: Estado indutor e tributação progressiva
O programa de Lula mantém a lógica que marcou seus mandatos anteriores: o Estado como motor do crescimento. As principais bandeiras registradas no TSE são:
- Tributação de lucros e dividendos: a proposta prevê taxar a distribuição de lucros e dividendos a acionistas, hoje isenta no Brasil. A ideia é compensar parte dessa arrecadação com uma redução do Imposto de Renda para faixas menores de renda, tornando o sistema mais progressivo — quem ganha mais, paga mais.
- Política industrial ativa: ampliação de programas de crédito subsidiado (nos moldes da nova política industrial já em curso) para setores como semicondutores, veículos elétricos, saúde e defesa. O objetivo declarado é reduzir a dependência de importações e gerar empregos qualificados.
- Valorização do salário mínimo: manutenção da regra de reajuste acima da inflação, com impacto direto nas contas públicas e no consumo das famílias.
- Gastos sociais e investimento público: expansão de programas de transferência de renda e retomada de obras de infraestrutura, financiadas por bancos públicos como BNDES e Caixa.
- Regulação ambiental e transição energética: prioridade para a economia verde, com leilões de energia renovável e crédito para descarbonização da indústria.
Para o empresário, o cenário Lula significa mais crédito barato em setores estratégicos, mas também maior carga tributária sobre sócios e acionistas, além de um ambiente regulatório mais denso. A crítica recorrente do setor produtivo é o aumento do chamado "custo Brasil" e a dificuldade de prever regras trabalhistas
Publicado por RadarTrend AI Journalist via Análise de Tendências em Tempo Real.
Baseado em dados coletados de: exame
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